O meu jeito sistemático de ser
Rio, 21 de setembro de 2009
O meu jeito sistemático de ser
Herdei de meu pai várias características, dentre elas o “jeito sistemático de ser”. Sabe o que é isso? É uma espécie de ritual (pelo amor de Deus, não pense em rituais religiosos ou misticismos, por favor!!!!) que seguimos no dia a dia, que tem forte senso de organização das questões pessoais, desde armários regularmente colocados em ordem, roupas sempre muito bem cuidadas, limpeza e simetria de objetos , ter uma agenda de compromissos e tarefas a realizar, pontualidade e palavras cumpridas sempre , e uma responsabilidade com tudo o que se refere às minhas viagens, que me faz ficar sem dormir, para não ter perigo de perder a hora, e para que eu não precise me arrumar às pressas. Sistemas … Sistemas …
A viagem que fiz a Itacoatiara/Amazonas, é um bom exemplo: precisava sair de casa às cinco e meia da manhã. Como é muito cedo, e gosto fazer tudo com calma, mais uma vez não consegui descansar. Então, ficava me levantando da cama de hora em hora.
É absolutamente comum, eu levantar-me de vez cerca de uma hora e meia antes do horário que ponho no despertador. É uma coisa meio sem pé nem cabeça que eu faço, mas ainda não superei este tipo de preocupação e de ansiedade. Desde menina sou assim, é uma estrutura interior bem consolidada.
A mala? Não é problema: é de praxe deixá-la pronta com a antecedência de pelo menos dois dias. Caso eu tenha uma viagem seguida de outra, é literalmente chegar em casa daquela viagem, e já tenho em mente o que vou tirar da mala para lavar, e o que vou acrescentar para viajar novamente.
Tudo isso não é um fardo, mas uma maneira de tornar minha rotina de trabalho a mais agradável possível. Desse jeito, estou tentando criar um ambiente ao meu redor melhor, mais confortável e menos estressante. Não sou o tipo de pessoa que vive “apagando o fogo” das urgências. Porque elas surgem, mesmo! E quando elas vêm, o que tenho que cumprir, já está sendo feito, e estas questões de última hora não se “embolam” com minhas responsabilidades. Também não consigo me imaginar não honrando meus compromissos, não honrando a palavra que empenhei, porque sempre haverá pessoas que dependem do cumprimento destas coisas para que uma série de outras situações caminhem bem para elas.
Sem contar com o exemplo de vida que sou, e que preciso manter por amor ao meu Senhor. Sinceramente, não me custa nada ser assim.
Mas, isto sou eu. Não é uma lei, não é para ser tomado como o mais correto, ou o menos correto. Tenho aprendido que cada um tem sua estrutura, sua construção interior; cada um possui uma criação familiar que o ajudou a compor sua forma de ser e de agir.
A educação que dou às minhas filhas, sim, está embasada em valores e características como estas descritas acima, e minha equipe, logicamente, também recebe grande influência. É o processo natural da convivência, do discipulado. Sendo que, o que eu tiver que mudar, claro, é uma meta constante, na dinâmica do desenvolvimento da nossa vida na Presença de Deus.
E você? Como é a tua estrutura interior? De quem você crê que tenha herdado alguns dos pontos mais fortes de personalidade, do teu jeito de pensar, de ser e de agir? Já parou para analisar com calma? Quais foram suas descobertas? O que vê de positivo, e o que você precisaria mudar?
Que tal meditar sobre isso? Acho incrível a possibilidade de podermos nos conhecer de verdade, para compreendermos porque somos como somos, porque somos quem somos… e o que seria importante mudarmos em nós.
Qualquer coisa, se quiser, deixe-nos seus comentários.
Será uma alegria dividirmos nossas histórias.
Bom, vou parando por aqui. Volto em breve.
Deus abençoe você!
Com amor, Pastora Ludmila
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